«Alexander Kluge é uma figura maior do panorama cultural alemão. Personifica, com Pasolini, o que há de mais vigoroso e original na ideia europeia do artista enquanto intelectual e do intelectual enquanto artista»

Susan Sontag



«Crónicas dos Sentimentos reúne a grande obra literária de Alexander Kluge. É um livro extraordinário, um livro-oceano [...] Alexander Kluge escreve muito, porque observa muito, aprende muito, pensa muito, ama muito, critica muito, diverte-se muito, emociona-se muito, inventa muito.»
Georges Didi-Huberman



«Alexander Kluge, o mais iluminado dos escritores.»

W.G. Sebald




Crónica dos Sentimentos
Alexander Kluge




Tradução: Bruno C. Duarte
Data de edição: Julho de 2019
Páginas: 528
Imagens 57
ISBN: 978-989-54243-2-0

O primeiro volume de Crónica dos Sentimentos é a primeira peça de uma obra colossal, de um livro-montagem erguido sobre a análise e o aproveitamento de todas as matérias do mundo.
Traduzido do alemão por Bruno C. Duarte.


Recorrendo a uma técnica descentralizada, excêntrica e fragmentária e acreditando sempre que «os sentimentos são o que de mais verdadeiro ocupa a vida humana», Kluge tenta expor o que há entre os homens e os assuntos, e daí nasce a reorganização da sua obra de onde provém o material que abreviou e reorganizou, uma vez mais, para o primeiro volume da edição portuguesa.

A escrita de Kluge deriva da herança narrativo-fragmentária que encontramos, por exemplo, em Ernst Bloch, Walter Benjamin ou Max Horkheimer. Daí que os seus livros estejam repletos de pequenas histórias, mapas, fotografias de arquivo, curiosidades enciclopédicas, verdadeiras ou não. Podemos encontrar ao lado da descrição de uma mosca a afogar-se num copo de Pernod os detalhes da catástrofe de Fukushima ou o testemunho de um raide aéreo.

Entre apontamentos científicos, notícias de jornal ou pessoalíssimos testemunhos, vão aparecendo desastres bélicos, ruínas da guerra, grandes dramas históricos e curiosidades aparentemente levianas, num exercício de rejuvenescimento da matéria literária onde a «verdade», e o seu papel na arte, está sempre a ser posta à prova.

Alexander Kluge nasceu em 1932 em Halberstadt, na Alta Saxónia. Cineasta, escritor e ensaísta, foi assistente de Fritz Lang, colaborador próximo de Theodor W. Adorno, um dos signatários do Manifesto de Oberhausen e consciência crítica da Alemanha e do mundo, do que já foi e do que ainda nos espera.



Primeiras páginas







Publicações 

Auschwitz e Depois, Charlotte Delbo, trad. Joana Morais Varela, Novembro 2018
Caminhadas com Robert Walser, Carl Seelig, trad. Bernardo Ferro, Abril 2019 Crónica dos Sentimentos, Alexander Kluge, trad. Bruno C. Duarte, Julho 2019

Brevemente 

Les Unités Perdues, Henri Lefebvre, trad. Ricardo Nicolau

Autores


Alexander Kluge
Charlotte Delbo

Carl Seelig


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